
O exame de testosterona é um exame de sangue que mede o principal hormônio masculino. Ele ajuda a investigar a falta de testosterona (hipogonadismo), que pode causar queda da libido, disfunção erétil, cansaço e alterações do sono.
Quando fazer? Só quando há sintomas que levantem essa suspeita, e não como exame de rotina. O preparo é simples, mas decisivo: a coleta deve ser feita pela manhã, entre 7h e 10h, em jejum. Essa é a orientação do consenso brasileiro publicado em 2026.
Com o Novembro Azul, a procura por exames do homem aumenta. Veja o que mudou e como fazer o exame do jeito certo.
O que o exame de testosterona mostra
A testosterona é produzida principalmente nos testículos. Ela participa do desejo sexual, da ereção e da disposição no dia a dia.
O exame mostra quanto desse hormônio está circulando no sangue no momento da coleta. Por isso o horário importa tanto: o nível muda ao longo do dia e costuma ser mais alto de manhã.
Testosterona total e testosterona livre
A testosterona total mede todo o hormônio presente no sangue. É o exame de referência para começar a investigação.
A testosterona livre é a parte que não está presa a proteínas. Ela é calculada quando o resultado da total fica no limite, ou quando a SHBG (proteína que transporta o hormônio) está alterada. Para esse cálculo, o pedido costuma incluir SHBG e albumina.
Novo consenso brasileiro sobre testosterona baixa
No fim de fevereiro de 2026, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e a ABEMSS publicaram um posicionamento conjunto sobre hipogonadismo masculino. O resumo do documento está no Portal Afya.
Os pontos principais para quem vai fazer o exame:
- Não existe rastreamento para todos. O exame é para homens com sinais e sintomas sugestivos.
- O diagnóstico depende de sintomas e de exame alterado. Um número baixo, sozinho, não basta.
- O resultado baixo precisa ser confirmado. A nova coleta deve ser feita nas mesmas condições, de preferência cerca de quatro semanas depois.
- Horário mais curto. A coleta passou a ser recomendada entre 7h e 10h. Antes, o limite era 11h.
Em junho de 2026, a diretriz da Associação Europeia de Urologia (EAU) seguiu a mesma linha: coleta em jejum, entre 7h e 10h, e sem pedido de rotina (Portal Afya, 16/06/2026).
Quando fazer o exame de testosterona
A avaliação é feita em consulta de Endocrinologia, Urologia ou Clínica Médica. Os sintomas que costumam levar ao pedido incluem:
- queda do desejo sexual;
- disfunção erétil;
- cansaço sem explicação;
- insônia ou sono ruim.
Alguns quadros também favorecem a queda do hormônio. O consenso dá destaque ao chamado hipogonadismo funcional, ligado a obesidade, diabetes, doenças crônicas e ao uso de anabolizantes, opioides ou corticoides (Portal Afya, 06/03/2026).
Preparo para o exame de testosterona
Seguir o preparo evita um resultado falsamente baixo e uma coleta repetida sem necessidade. Anote:
- Chegue cedo. Faça a coleta entre 7h e 10h da manhã.
- Venha em jejum. Confirme com a unidade o tempo exato, principalmente se houver outros exames no pedido.
- Avise sobre remédios e suplementos. Hormônios, corticoides, anticonvulsivantes e anabolizantes podem alterar a SHBG e a leitura do resultado (Portal Afya, 16/06/2026).
- Na confirmação, repita as mesmas condições: mesmo horário e mesmo jejum, cerca de quatro semanas depois.
Ficou com dúvida sobre jejum? Leia Jejum para exame de sangue: o que mudou.
Como entender o resultado da testosterona
Os valores de referência mudam conforme o método e o laboratório, então use sempre os que vêm no seu laudo. Para orientar o diagnóstico, o consenso brasileiro usa estes pontos de corte da testosterona total (Portal Afya, 06/03/2026):
- abaixo de 264 ng/dL: sustenta o diagnóstico, se houver sintomas;
- entre 264 e 350 ng/dL: zona intermediária, que pede investigação adicional;
- acima de 350 ng/dL: diagnóstico improvável.
Para a testosterona livre calculada, o corte citado é 6,5 ng/dL. Confirmada a falta do hormônio, entram no pedido o LH e o FSH, que ajudam a descobrir se a causa está nos testículos ou na hipófise.
Quem interpreta o laudo é a Endocrinologia ou a Urologia. Nada de começar reposição por conta própria.
Testosterona no check-up do homem
A testosterona costuma vir no pedido junto com glicose, colesterol, hemograma e tireoide. Faz sentido: diabetes, obesidade e hipotireoidismo mexem com o hormônio e com a SHBG.
Segundo o Ministério da Saúde, os homens vivem 7,1 anos a menos que as mulheres. Cuidar da prevenção faz diferença. Veja também Exame de diabetes: glicemia e hemoglobina glicada e Exame PSA: quando fazer.
Novembro Azul: um lembrete para a saúde do homem
O Novembro Azul começou com foco no câncer de próstata. Segundo a Agência Brasil (01/11/2026), cerca de 18,5 mil homens morreram da doença no país em 2025, com dados do Ministério da Saúde divulgados pela SBU.
Hoje a campanha olha para a saúde do homem como um todo: coração, metabolismo, saúde sexual e hormônios. O mês é uma boa oportunidade para marcar a consulta e levar as dúvidas.
Exame de testosterona em Samambaia, Santa Maria, Águas Lindas e região
O Fleming realiza o exame de testosterona nas unidades de Novo Gama, Lago Azul, Céu Azul, Valparaíso e Águas Lindas de Goiás, e em Gama, Santa Maria, Samambaia, Ceilândia e Asa Sul, no DF.
A coleta começa logo cedo, dentro do horário recomendado, e há atendimento aos sábados. São mais de 50 convênios aceitos e um processo de gestão da qualidade em cada etapa.
Leve o pedido, um documento com foto e a carteirinha do convênio. Se tiver dúvida sobre o preparo, fale com a unidade antes.
Agende agora seus exames na unidade Fleming mais perto de você
Perguntas frequentes
Pela manhã, entre 7h e 10h. O hormônio varia ao longo do dia e fica mais alto nesse período. O consenso brasileiro de 2026 reduziu o limite de 11h para 10h.
O consenso brasileiro de 2026 orienta a coleta em jejum. Confirme com a unidade o tempo exato, principalmente se o pedido tiver outros exames junto.
Não. O valor baixo precisa ser confirmado em uma nova coleta, nas mesmas condições, de preferência cerca de quatro semanas depois. E o diagnóstico também depende dos sintomas.
A total mede todo o hormônio no sangue. A livre é a parte que não está presa a proteínas. Ela é calculada em casos limítrofes ou quando a proteína SHBG está alterada.
Fontes
- Posicionamento brasileiro sobre hipogonadismo masculino: diagnóstico (Portal Afya, 06/03/2026)
- Posicionamento brasileiro sobre hipogonadismo masculino: tratamento (Portal Afya, 13/03/2026)
- Recomendações para aferição e confirmação bioquímica de hipogonadismo de 2026, diretriz da EAU (Portal Afya, 16/06/2026)
- Saúde do Homem (Ministério da Saúde)
- Câncer de próstata matou 50 homens por dia no país em 2025 (Agência Brasil, 01/11/2026)