
O exame de sífilis é um exame de sangue simples que procura anticorpos contra a bactéria *Treponema pallidum*. Os mais usados são o teste rápido, o VDRL e os testes treponêmicos feitos em laboratório.
Em resumo: um teste positivo não fecha o diagnóstico sozinho. O resultado é confirmado com um segundo tipo de exame e avaliado em consulta. A sífilis tem cura, e o tratamento é oferecido pelo SUS.
Outubro é o mês da campanha Outubro Verde, de combate à sífilis. Por isso, vale entender quem deve fazer o exame e como ler o laudo.
Por que falar do exame de sífilis agora
Os números seguem altos. Em 2024, o Brasil teve 256.830 casos de sífilis adquirida, 89.724 em gestantes e 24.443 de sífilis congênita, segundo o Boletim Epidemiológico de Sífilis 2025 do Ministério da Saúde (citado pela Sociedade Brasileira de Infectologia, 23/10/2026).
Em Goiás, dados parciais da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) apontam 7.783 casos em 2026, com 62,89% das notificações em homens. Entre gestantes, já são 2.613 casos no ano (Brasil em Folhas, 07/10/2026).
Só em Goiânia, a Secretaria Municipal de Saúde registrou 2.642 casos de sífilis adquirida e 130 de sífilis congênita em 2026 (Diário de Goiás, 06/10/2026).
Como a sífilis é transmitida e quais os sintomas
A transmissão é principalmente sexual (oral, vaginal ou anal), sobretudo sem preservativo. A gestante também pode passar a infecção ao bebê na gravidez ou no parto.
Segundo o Ministério da Saúde, a doença passa por fases:
- Primária: uma ferida geralmente única e indolor, o cancro duro, que some sozinha.
- Secundária: manchas no corpo, às vezes com febre e mal-estar.
- Latente: sem sintomas, podendo durar anos.
- Terciária: pode afetar pele, ossos, coração e sistema nervoso.
Os sinais aparecem e desaparecem, mas a infecção continua. Por isso, o exame é o caminho mais seguro para saber se há sífilis.
Tipos de exame de sífilis: teste rápido, VDRL e treponêmico
Existem dois grupos de exames. Cada um mostra uma coisa diferente.
Testes treponêmicos
Detectam anticorpos contra a própria bactéria. Entram aqui o teste rápido, o FTA-abs e o TPHA, segundo o Protocolo Clínico de IST do Ministério da Saúde.
O teste rápido é gratuito no SUS e sai em até 30 minutos. Se der positivo, o diagnóstico é completado com exame de sangue em laboratório.
Testes não treponêmicos (VDRL)
O VDRL e o RPR detectam anticorpos que não são exclusivos da bactéria. O resultado vem em títulos, como 1:2, 1:8 ou 1:32.
Esses títulos tendem a cair com o tratamento. Por isso, o VDRL é o exame usado para acompanhar a resposta e a cura.
Como entender o resultado do exame de sífilis
A leitura depende da combinação dos dois tipos de exame e do histórico de cada pessoa. Situações comuns:
- Os dois não reagentes: em geral, sem sinal de infecção. Em contato muito recente, porém, os dois podem dar negativo (é a janela imunológica).
- Os dois reagentes: indica sífilis atual ou uma infecção antiga já tratada.
- VDRL reagente e treponêmico não reagente: pode ser falso reagente. Segundo o protocolo do Ministério da Saúde, isso acontece em algumas viroses, doenças reumatológicas, hanseníase e na gestação.
- Treponêmico reagente em quem já tratou: pode ser cicatriz sorológica, que fica para a vida toda em muitas pessoas.
Exame de sífilis na gestação
A sífilis congênita pode causar aborto, parto prematuro e complicações no bebê. A boa notícia: o pré-natal permite descobrir e tratar a tempo.
A Sociedade Brasileira de Infectologia lembra que o teste é recomendado na primeira consulta do pré-natal, no terceiro trimestre e no parto. Na gestante, o tratamento pode começar logo após um teste reagente.
Está no começo da gravidez? Veja quais são os exames do primeiro trimestre do pré-natal e o que cada um procura.
Quem deve fazer o exame de sífilis e com que frequência
O Ministério da Saúde recomenda a testagem pelo menos uma vez por ano para quem tem vida sexual ativa. Também vale fazer:
- depois de uma relação sem preservativo;
- quando a parceria recebe diagnóstico de sífilis;
- ao planejar uma gravidez e durante o pré-natal;
- em caso de ferida nos genitais ou manchas na pele sem explicação;
- no acompanhamento depois do tratamento, com o VDRL.
O exame pode entrar junto com os de rotina. Veja quais fazem mais sentido no check-up anual.
Preparo para o exame de sífilis
O preparo é simples:
- Leve o pedido do exame e um documento com foto.
- Confirme com a unidade se há jejum. Ele depende dos outros exames do mesmo pedido.
- Se já tratou sífilis, informe a data do tratamento e leve exames anteriores.
- Gestante deve avisar na recepção e levar o cartão do pré-natal.
Tem dúvida sobre jejum? Confira as regras atuais de jejum para exame de sangue.
Tratamento e prevenção
A sífilis tem cura. O tratamento mais eficaz é a penicilina benzatina, aplicada em unidade de saúde, e o número de doses depende da fase da doença (Ministério da Saúde).
As parcerias sexuais também precisam ser testadas e tratadas. Ter sífilis uma vez não protege contra uma nova infecção. O preservativo continua sendo uma das principais formas de prevenção.
Exame de sífilis em Águas Lindas, Samambaia e região
O Fleming faz o exame de sífilis e os exames da gestante nas unidades de Novo Gama, Lago Azul, Céu Azul, Valparaíso e Águas Lindas de Goiás, além de Gama, Santa Maria, Samambaia, Ceilândia e Asa Sul, no DF.
A coleta começa logo cedo e há atendimento aos sábados. São mais de 50 convênios aceitos e um processo de gestão da qualidade em todas as etapas. O atendimento é feito com discrição e respeito.
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Perguntas frequentes
São dois tipos: os testes treponêmicos, como o teste rápido, o FTA-abs e o TPHA, e os não treponêmicos, como o VDRL e o RPR. O diagnóstico costuma usar os dois juntos.
Não necessariamente. O VDRL pode dar falso reagente em algumas viroses, doenças reumatológicas e na gestação. Por isso o resultado é confirmado com um teste treponêmico e avaliado na consulta.
Sim. Segundo o Ministério da Saúde, o teste rápido pode continuar positivo mesmo depois da cura. É a chamada cicatriz sorológica, e o acompanhamento é feito pelo VDRL.
O Ministério da Saúde recomenda testar pelo menos uma vez por ano quem tem vida sexual ativa. Na gestação, o exame é feito no pré-natal, no terceiro trimestre e no parto.
Fontes
- Sífilis (Ministério da Saúde, Saúde de A a Z)
- Outubro Verde: por que a sífilis continua sendo um desafio para a saúde pública (Sociedade Brasileira de Infectologia, 23/10/2026)
- Goiás registra 7.783 casos de sífilis em 2026 (Brasil em Folhas, com dados da SES-GO, 07/10/2026)
- Com mais de 2,6 mil casos de sífilis em 2026, Goiânia intensifica conscientização da doença no Outubro Verde (Diário de Goiás, 06/10/2026)
- Interpretação dos testes sorológicos para sífilis (Portal Afya, com base no PCDT de IST do Ministério da Saúde)