Exame de sangue oculto nas fezes: como funciona o FIT, o novo teste do SUS

Exame de sangue oculto nas fezes: entenda o teste imunoquímico fecal (FIT), quem deve fazer, como coletar e o que fazer se o resultado vier positivo.

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O exame de sangue oculto nas fezes procura pequenas quantidades de sangue que não aparecem a olho nu. Ele é usado no rastreamento do câncer de intestino (câncer colorretal) em pessoas sem sintomas.

A versão mais moderna é o teste imunoquímico fecal, conhecido como FIT. Ele não exige dieta nem preparo intestinal, e a coleta é simples, feita em casa. Em novembro de 2026, o FIT começou a chegar às Unidades Básicas de Saúde do SUS.

O que é o teste imunoquímico fecal (FIT)

O FIT usa anticorpos que reconhecem o sangue humano nas fezes. Isso o torna mais preciso que os testes antigos de sangue oculto.

Segundo o INCA, o sangue oculto pode indicar pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer. A sensibilidade do FIT fica entre 85% e 92% para alterações ligadas ao câncer colorretal (Ministério da Saúde, via INCA, 21/05/2026).

O exame é de triagem. Ele não fecha diagnóstico. Serve para apontar quem precisa de uma investigação mais detalhada.

O que mudou no SUS em 2026

O caminho foi este:

  • maio de 2026: o Governo do Brasil anunciou o FIT como exame de referência no rastreamento do câncer colorretal (Secom, 21/05/2026);
  • agosto de 2026: o teste foi incluído na tabela de procedimentos do SUS, como procedimento de atenção básica (INCA, 10/08/2026);
  • outubro de 2026: o Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 400 mil testes FIT para os estados (Ministério da Saúde, 20/10/2026);
  • novembro de 2026: começa a implantação gradual nas UBS, primeiro nas capitais e nos municípios com mais de 500 mil habitantes.

A inclusão pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros, segundo o INCA.

Por que fazer o rastreamento do câncer de intestino

O câncer colorretal é o segundo tipo mais frequente no Brasil, sem contar os tumores de pele não melanoma. O INCA estima 53,8 mil novos casos por ano no triênio 2026 a 2028 (INCA, 21/05/2026).

O rastreamento busca alterações antes de qualquer sintoma. Pólipos encontrados cedo podem ser tratados antes de virar um problema maior.

O tema conversa com o Novembro Azul. A campanha fala muito de próstata, mas o intestino também entra no cuidado com a saúde do homem. Para o exame da próstata, veja Exame PSA: o que é, quando fazer e como se preparar.

Quem deve fazer o exame de sangue oculto nas fezes

No SUS, o FIT de rastreamento é indicado para:

  • homens e mulheres de 50 a 75 anos;
  • pessoas sem sintomas intestinais;
  • com repetição a cada dois anos (INCA, 10/08/2026).

Quem está fora dessa faixa ou tem risco maior deve conversar com a Clínica Médica, a Gastroenterologia ou a Coloproctologia. A especialidade define o exame e o intervalo certos.

Fatores de risco do câncer colorretal

O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS, da rede Ebserh) lista como fatores de risco:

  • idade, o principal deles;
  • histórico familiar, síndromes hereditárias e pólipos avançados anteriores;
  • doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn;
  • sedentarismo, obesidade, tabagismo, álcool e alimentação desfavorável.

Rastreamento ou investigação: qual é o seu caso

Essa diferença é importante. O rastreamento é para quem não tem sintomas. A investigação é para quem já tem sinais, em qualquer idade (Humap-UFMS, 22/10/2026).

Procure a Clínica Médica se notar:

  • sangue vivo, escuro ou misturado às fezes;
  • diarreia ou intestino preso que não passam;
  • dor ou desconforto abdominal frequente;
  • sensação de evacuação incompleta;
  • perda de peso sem causa aparente;
  • anemia, palidez, fraqueza ou cansaço persistente.
Dor abdominal intensa, barriga muito distendida, vômitos persistentes ou incapacidade de evacuar e eliminar gases pedem atendimento de urgência. Não espere um exame de rotina.

A anemia sem causa clara costuma aparecer em exames de sangue. Para entender esse ponto, leia Exame de ferritina: o que mostra, valores e a nova diretriz.

Preparo e coleta do exame de fezes

A coleta é feita em casa, com um frasco próprio. Anote os cuidados:

  • Sem dieta: o FIT não exige restrição alimentar (INCA).
  • Sem preparo intestinal: não precisa de laxante nem lavagem.
  • Pegue o frasco antes: retire o kit na unidade e leia as instruções com calma.
  • Evite contato com água do vaso e urina: use um recipiente limpo ou papel para colher a amostra.
  • Siga a quantidade indicada: o FIT pode ser feito com uma única amostra (Secom, 21/05/2026).
  • Entregue no prazo informado pela unidade, bem fechado e identificado.
  • Avise na recepção se estiver menstruada ou com sangramento de hemorroida. A equipe orienta o melhor momento para coletar.

Se o pedido tiver exames de sangue junto, o jejum pode valer para eles. Confira em Jejum para exame de sangue: o que mudou.

Resultado positivo: o que acontece depois

Um FIT positivo não é diagnóstico de câncer. Ele mostra que há sangue nas fezes, o que pode ter outras causas.

O próximo passo, segundo o INCA, são exames complementares, principalmente a colonoscopia. Ela é o exame de referência para avaliar o intestino por dentro e confirmar ou descartar alterações.

Resultado negativo também não encerra o cuidado. O rastreamento só funciona se for repetido no intervalo indicado.

Exame de fezes em Ceilândia, Valparaíso e região

O Fleming faz exames de fezes, de sangue e de urina nas unidades de Novo Gama, Lago Azul, Céu Azul, Valparaíso e Águas Lindas de Goiás, e em Gama, Santa Maria, Samambaia, Ceilândia e Asa Sul, no DF.

Antes de coletar, confirme com a unidade qual teste de sangue oculto consta no seu pedido e retire o frasco certo. A coleta de sangue começa logo cedo e há atendimento aos sábados.

São mais de 50 convênios aceitos e um processo de gestão da qualidade em cada etapa, da coleta ao laudo. Quem quer reunir vários exames de uma vez pode ver também Check-up anual: os exames que realmente fazem diferença.

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Perguntas frequentes

No teste imunoquímico fecal (FIT), não. Segundo o INCA, ele não exige preparo intestinal nem dieta restritiva antes da coleta.

No rastreamento do SUS, homens e mulheres de 50 a 75 anos, sem sintomas, a cada dois anos. Quem tem sintomas ou histórico na família deve conversar com a Clínica Médica ou a Coloproctologia.

Não necessariamente. O resultado positivo mostra que há sangue nas fezes, o que pode ter várias causas. A confirmação é feita com exames complementares, principalmente a colonoscopia.

Segundo o anúncio do Governo do Brasil, o FIT pode ser feito com uma única amostra. Siga sempre a orientação que vem com o frasco de coleta.

Fontes

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Nunca inicie, altere ou suspenda tratamentos por conta própria.